futuro

Que futuro é esse que vem por aí?

Por 21 de junho de 2017 Nenhum comentário

Muito se fala sobre isso, desde sempre. Hoje em dia ainda mais. Com o crescimento exponencial da tecnologia fica mais fácil perceber a evolução das coisas, a velocidade com que tudo avança. Com maior facilidade e acesso à informações e possibilidades quase infinitas de escolhas, tendemos a ficar com a cabeça confusa. O que pensar sobre tudo isso?

Será bom ou ruim? Tem quem pense de uma maneira e de outra. Há também quem prefira trilhar pelos milhares caminhos do meio… afinal as possibilidades são infinitas.

Não se trata de pessimismo x otimismo. É mais do que isso. É sobre achar nosso lugar. O que fazemos com essa tecnologia, que anos atrás nem imaginaríamos viver pra ver, é o que realmente interessa. As lentes que colocamos para ver o mundo são determinadas pelos nossos valores. E valores são construídos, mutáveis. E isso não se trata de tecnologia. Aliás, é necessário se desligar um pouco dela para nos conhecermos melhor, saber realmente o que queremos e podemos construir por aqui.

Mas não há como nem porque se desligar totalmente dela. Nós mesmos, entusiastas do passado, até no nome (Volver), gostamos e precisamos espiar da greta para enxergar um pouco do amanhã. Com tantas possibilidades, porque simplesmente ir seguindo, rumo ao tradicional?

Outro dia meu irmão me mostrou uma série de contrapontos. Senso e contra senso, traduzindo bem aquilo que também buscamos expressar:

EU   ————–   NÓS

COMPETIÇÃO   ————–  COLABORAÇÃO

DINHEIRO   ————–  VALOR

PROPRIEDADE   ————–  ACESSO

GLOBAL   ————–  LOCAL

CRÉDITO   ————–  REPUTAÇÃO

PUBLICIDADE   ————–  COMUNIDADE

Eu ainda acrescentaria outra:     FACILIDADE   —————-   FELICIDADE

A apresentação abaixo ilustra bem a questão do acesso. Muito interessante!

e olha que já nem é tão novo assim, de 2013.

Interessante também observar como essa espécie de laboratório cotidiano pode revelar caminhos sombrios do comportamento humano. A série Black Mirror (também nem tão nova, de 2011) trata isso com uma maestria sem igual. Veja o ponto de vista do diretor da série nessa entrevista concedida em 2016.

https://www.vice.com/pt_br/article/entrevista-charlie-brooker-criador-black-mirror

A ideia aqui não é responder e sim questionar. Não é dividir, mas somar. É animar sobre tantas possibilidades. Infinitas combinações que podem ser feitas para se criar e expressar o melhor que há em nós.

Do futuro se espera tudo aquilo que sempre sonhou a maioria (é o que acreditamos): PAZ!

f.nunes