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Sobre consumo, política e futuro.

Por 12 de março de 2018 Nenhum comentário

Sobre consumo, política e futuro.

Vira e mexe a gente acaba vendo surgir um produto inédito aqui e ali, a invenção de um modelo de negócios, novidades a crescimento exponencial e o que chama mais atenção: a captação de recursos de formas nunca antes pensadas. Com formas alternativas e criativas de fazer as coisas, aos poucos o mundo reverte a situação de depender dos sistemas comuns de financiamento. Isso dá uma nova cara ao capitalismo e à política convencionais que conhecíamos até então.

Um bom exemplo é o financiamento coletivo, que teve um boom nos Estados Unidos em 2009 com o surgimento do kickstarter. O já conhecido crowdfunding permite que as pessoas tragam novos propostas e a comunidade (quanto alcance conseguir) valida ou não esse projeto. Se resolve um problema real, se interessa e gera valor à uma fatia da população, então se torna viável.

Por mais simples que possa parecer, essa subversão muda todo o contexto nas relações de trabalho, promove uma gradativa descentralização na produção e distribuição de bens e serviços, aflora os anseios das pessoas e estimula-as a fazer o que realmente querem.

Muitas pessoas porém, recorrem ao empreendedorismo em busca de mais tempo e dinheiro. Doce ilusão. Acredito que esses são motivos errados. Empreender é muito mais uma viagem de autoconhecimento. É expressar a sua visão de mundo através de um produto ou serviço. Seu negócio reflete a sua cabeça. As razões corretas deveriam ser: deixar uma marca no mundo, um legado, construir algo que você realmente acredita e se orgulha, resolver um problema de alguém, por menor que seja.

Se por um lado largar tudo e começar um novo negócio te parece muito distante ou ilusório e pra isso é preciso muita paixão, determinação, coragem, perfil para tal, planejamento e uma série de outros fatores; por outro, essa nova mentalidade de coletivo aliada à novas ferramentas, lhe permite realizar pequenos feitos por vez, testar mais, com nenhum ou baixíssimo risco. E isso  também é política.

“O consumo está virando um ato político: você consome de empresas que se alinham com aquilo que você acredita. Seu cartão de crédito tem mais força e poder que o seu título de eleitor.” Essa frase do livro Empreendedorismo para Subversivos, de Facundo Guerra resume bem o que penso sobre o poder do coletivo. E essa é a tendência do futuro.

Foi à partir desse entendimento que criamos o crowdshirt, que nos permite democratizar a arte, incentivar pessoas e empresas a transmitirem sua própria mensagem, através de camisetas, além de gerar todo um ecossistema ganha-ganha no entorno. Nosso diferencial passa a não estar mais só no produto, mas sim em estabelecer essas conexões entre artistas, empresas, projetos sociais e o crowd.

De outubro do ano passado, quando foi lançado, pra cá ouvimos muitos clientes e parceiros, fizemos alguns ajustes necessários na plataforma, demos uma pausa nos lançamentos nesse início de ano pra turma respirar e regular os motores de cá.

Já já várias novidades estarão no ar. Acompanhe!

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